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terça-feira, 26 de junho de 2012

O filósofo e seu cão


O filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860) era conhecido pela sua terna amizade com seu poodle Atma (alma em sânscrito). Vivia solitário em Frankfurt apenas na companhia do seu cão, sendo visto passeando com ele pela cidade, a ponto das pessoas chamarem o Atma de jovem Schopenhauer e a imagem dos dois, lado a lado, ser a predileta para ilustrar textos nos jornais que falassem da sua filosofia.

As suas ideias se constituíram no último grande sistema filosófico, que incluía não apenas a metodologia científica, como a insípida filosofia atual, mas também a metafísica, a estética e a moral. Todos os assuntos lhe interessavam, filósofo abrangente que era, e foi por isso que se tornou um caso raro de um pensador humanista que encampa em suas preocupações a compaixão pelos animais e a defesa de seus direitos.

Schopenhauer criticava o preconceito comum nos países ocidentais que leva os homens a não considerarem que tem deveres morais para com os animais, que a crueldade dirigida contra os animais não tem importância moral, o que se reflete na legislação que pune tais atos com pequenas multas, como as que são reservadas aos donos à propriedade. Para Schopenhauer, o desprezo pelos animais tem origem na máxima do Antigo Testamento que diz que eles foram criados por Deus para nos servirem.

O estilo muito vivo do filósofo é a razão de ainda ser lido com interesse. Diz Schopenhauer: "O cão, o único amigo do homem, tem um privilégio sobre todos os outros animais, um traço que o caracteriza, é esse movimento de cauda tão benévolo, tão expressivo e tão profundamente honesto".


                                                  Por: Marco Antonio Vianna

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